"Quando Morrie chegou à adolescência,o pai levou-o a visitar uma peleteria onde trabalhava. Isso durante a Depressão. O Objetivo era conseguir trabalho para o filho. Mal entrou na fábrica, Morrie sentiu-se emparedado. O ambiente era escuro e quente, as janelas cobertas de poeira, as máquinas bem encostadas uma nas outras, girando como rodas de trem. Pêlos voavam, criando uma atmosfera espessa, e os operários, encurvados sobre as agulhas, costuravam as peles, enquanto o capataz percorria as fileiras gritando com os homens para apressarem o ritmo. Morrie mal conseguia respirar. Mantinha-se ao lado do pai, tremendo de medo, pedindo a Deus que o capataz não gritasse com ele. No intervalo do almoço, o pai levou Morrie ao capataz, praticamente empurrando-o, e perguntou ao homem se havia algum trabalho para o filho. Mas o trabalho mal chegava para os adultos e ninguém abria vaga. Ouvindo isso, Morrie deu graças a Deus. Ele não tinha gostado nada daquele lugar. E ali mesmo fez um juramento que cumpriu até o fim da vida: jamais pensar em ganhar dinheiro com o suor alheio.
- O que é que você vai fazer? - perguntava-lhe Eva.
- Não sei - ele respondia. De advocacia nem queria saber, porque detestava advogados. De medicina também não, porque não podia ver sangue.
- O que é que você vai fazer?
Foi por eliminação que o melhor professor que já tive entrou para o magistério."
Mitch Albom. A última grande lição, 1998.
Quando peguei este livro para ler, pelo título, logo pensei que fosse mais um com aquelas histórias babacas de auto-ajuda. Um grande equívoco. Além disso, a primeira lição: nunca tirar conclusões precipitadas. O livro traz uma história linda e fascinante da amizade entre o professor Morrie Schwartz e seu aluno Mitch Albom.
" As últimas aulas da vida de meu velho professor foram dadas uma vez por semana na casa dele (...) O assunto era o sentido da vida. (...) A última palestra foi breve, só algumas palavras. Em vez de colação de grau, um enterro. (...) O derradeiro curso da vida do meu velho professor só teve um aluno. Que sou sou ." ALBOM.
" Na minha opinião, amar uma pessoa talvez seja mais fácil do que entendê-la mas muito mais perigoso porque o amor sempre dói. A gente pode tentar entender alguém mas não pode tentar amá-lo. O amor surge involuntariamente. O amor pode aumentar ou diminuir até se diluir mas não pode ser imposto. Às vezes gostaríamos de amar determinada pessoa, e até podemos comprovar que a pessoa tem todos os atributos para que a amemos, mas isso não acontece. A gente se acostuma a qualquer um com maior ou menor esforço mas acostumar-se não é amar." (p.148)
Efraim Medina Reyes. In: "Era uma vez o amor, mas tive que matá-lo"
"Mónica sabia chupar melhor do que ninguém e sempre engolia o sêmen. Uma certa garota não era ruim mas tinha certos resquícios da sua breve militância feminista. Chupar, segunda ela, era sinal de submissão. Pensar que só fazia isso para me agradar me tirava o tesão e decidi eliminar essa parte do nosso repertório sexual. Para me compensar, deixou-me meter por trás três vezes por mês. Isso doía muito e me parecia um sinal pior de submissão. Ela alegou que a metida por trás era um autêntico impulso selvagem e portanto aceitável (...)"
Esse trecho foi retirado do livro "Era uma vez o amor, mas tive que matá-lo". O autor é Efraim Medina Reyes,colombiano,ganhador de numerosos e importantes prêmios literários em seu país. Efraim é considerado o menino prodígio da nova literatura colombiano. Seus livros já foram publicados com muito sucesso em quase toda a América Latina, Alemanha, Espanha e Itália. Você pode morrer sem ler este livro, mas seria interessante conhecer esse autor.
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus — ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis.